quarta-feira, 14 de outubro de 2009

É ou não é?

Mas e se o escritor tiver preguiça? Usa o Twitter? Don't think so. E que os novos integralistas execrem o estrangeirismo... Fuck them. Me sinto tão baiano hoje... E nada tem haver com o preconceito paulista contido na expressão. Aliás, o escritor tem ascendência baiana, e acho que o peso desse signo está caindo como chumbo nos ombros dele ultimamente... Só se tem vontade de comer, de rede e de fazer filhos... Um riso, porque cansar rindo demais não é sustentável.

Qualé que é?

sábado, 11 de abril de 2009

Crise dos 25



Essa musica tocava quando morri. Nada tem a ver com essa emisse que impera. Foi mesmo quando a situação fugiu do controle e em atos de auto-indulgência comecei a me destruir, achando que estava sendo quem queria ser. Hoje acho que essa música estava tocando quando nasci. Realmente me tornei quem eu queria ser. Embora linhas paralelas, duas vidas que não se encontraram ainda. Perdi de vista quem eu era e há um hiato que se torna uma hérnia em dias de lua cheia. E desaparece quando ela começa a minguar. Cheia de dor e felicidade. A dor de quem perde, dignamente, o bom perdedor (?). E aquela felicidade resultante de uma vingança muito bem executada. Há quem diga que não é nobre. E entre a nostalgia e os planos para o amanhã, estou eu aqui, com as dores desse hiato. que será que aconteceu com a minha vida? De mãos dadas ao nada, abraçados ao pilar onde foi construído tudo o que não há, me pergunto...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Desconstruindo o amor segundo a ótica Lacaniana

Acorda-o, olha profundamente aos olhos e diz:
- Acho que não te amo.
- Então tá. Tranca a porta e joga a chave pela janela.
E faz aquela cara de criança mimada contrariada.
- Idiota.
- Também te amo, linda.
Ele volta a dormir.
Ela o abraça.
E volta a dormir.

domingo, 26 de outubro de 2008

Se conselho fosse bom...

- Então é isso! "Vai e faça o que você tem vontade"?
- É.
- Você está louco!? Alguém em sã consciência nunca...
- OLHA SÓ - ele a interrompe - vamos cortar esse sentimentalismo barato. Somos adultos, conscientes de quem somos e francos um com o outro. Tem sido assim e tem dado certo.
- ..Tava dando certo.
- Então, vai, adquira a experiência alheia que você tanto quer e você ainda ganhe de brinde, inteiramente grátis, o tempo que você quer.
- Larga a mão de ser irônico!
- Desculpe - tentando não franzir a testa e deixar escapar uma gargalhada. Você sabe que quanto fico nervoso, me dá vontade de rir.
- Alguém ia perder uma mulher como eu? Duvido.
- Não vou te perder! Se bem que, quando...
- HA HA HA - desta vez, quem interrompe é ela. Se bem que o que!?
- Se bem que eu não sei se vou estar aqui, esperando por você.
Ela faz cara de desamparo.
- Não faz essa cara...
- Deixa a minha cara pra lá - o diz perpetuando o ar de desamparo e o transforma subitamente em tom de cansaço - deixa isso tudo pra lá. Não sei se você enlouqueceu, não sei se eu não aguento mais. Somos somos um do outro...
- Se engana, minha cara. Eu não sou seu e você não é minha. Estamos juntos por que queremos.

- É, eu sei...
- Então vai! Experimente outra vida, lugares, viagens, outros homens. Só não tenho paciência pra te ensinar tudo que aprendi. Sou um velho cansado. Estou assumindo meus erros. Sou humano. Não sou perfeito. Já passei por tudo isso antes, claro, com exceção aos homens - diz em tom sisudo.
Ela ri.
-Vai estar aqui mesmo? Me esperando?...

...Sabe? No fundo, acho linda essa sua atitude. É muita coragem sua (ela começa a verter lágrimas).
- Acredite. É para seu, nosso bem.

...
- Então é isso.
- É. Te amo e estou aqui esperando por você.

E ela seguiu a vida à sua frente. Seguiu o conselho. Mudou de cabelo, emprego, país, cores e sabores. Mudou de apelido. Não desistiu. Procurou em todos os outros não a experiência que lhe faltava, mas sim uma prova para ver se conseguia achar algo tão bom quanto e esfregar na cara dele. E achou!

...E agora? Não sabia o que fazer. Chorava, sentia culpa por estar tão feliz com o esse "novo ele".

Ele? Não foi a lugar algum. Um vazio abissal o tomou logo que terminou a ultima fase da sua mentira funcional, educada e apática e covarde. Embora realmente não ligasse. Não queria mais. De mãos dadas ao nada que o devorava, uma sensação de alívio indescritível. Embora quisesse vê-la novamente. Talvez.


Nunca mais a viu.

Nunca mais o viu.

E todos viveram felizes para sempre.

sábado, 27 de setembro de 2008

FAS

Sorte! Assertividade! Felicidade! Assertividade! Sorte! Felicidade! Sorte!
Assertividade! Felicidade! Assertividade! Sorte! Felicidade! Sorte! Assertividade!
Felicidade! Assertividade! Sorte! Felicidade! Sorte! Assertividade! Felicidade! 
Sorte! Assertividade! Felicidade! Assertividade! Sorte! Felicidade! Sorte!
Assertividade! Felicidade! Assertividade! Sorte! Felicidade! Sorte! Assertividade!
Sorte! Assertividade! Felicidade! Assertividade! Sorte! Felicidade! Sorte!
Felicidade! Assertividade! Sorte! Felicidade! Sorte! Assertividade! Felicidade!
Sorte! Assertividade! Felicidade! Assertividade! Sorte! Felicidade! Sorte!

domingo, 29 de junho de 2008



http://bombcomics.blogspot.com/





Essas crianças ainda vão longe...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

No pain, yes gain

Sempre busquei relacionamentos que oferecessem um tremendo desafio. Na maiora das vezes era algum medo a ser superado. Existiram os mais leves, como personalidades extremamente combaitvas e fortes, iguais a minha, das quais eu deveria ser capaz de assimilar a linha de pensamento e respeitar, sem desviar dos meus ideais, os pontos de vista.

Houve um período estéril na minha linha temporal de relacionamentos, assim como na minha vida, assim como no blog, onde tudo foi repensado e analisado. Ao finalmente me desligar, me dei conta de que existe um novo desafio. E sim, clichês como desencanar pra acontecer são verdade.

Não existe algo mais amendrontador do que as coisas seguirem seu curso comum e normal. Sem mais aquelas história do "no pain, no gain", fábulas de castelo e conto de fadas cheios de obstáculos e aventuras. A busca pela empatia e, principalmente, pelo uso efetivo dela é o novo desafio. Compreender, tolerar, pacificar e ceder são as novas keywords. Passwords, aliás.

E lá vamos nós...

terça-feira, 22 de abril de 2008

Livin'

I was just thinking on what makes us all define something as the ending of our lives. What and how that thing may take that feeling that keep us on the right track, no matter how hard, insane or impossible our quest can be.





On what can make living lose sense, matter or importance. Just thinking...

domingo, 13 de abril de 2008

Orgulho e Preconceito

Ontem aprendi a deixar o orgulho de lado. É uma tarefa muito difícil e, embora tenha passado por muitos perrengues nessa vida, sempre achei que recomeçar fosse sinônimo de "deixar o orgulho para trás". Engano. Nunca tinha parado pra perceber que esse sentimento colossal se traveste das mais puras intenções. Da mais ingênua alegria ao mais puro e bravo sentimento de injustiça. Aquele que nos faz querer acabar com os "ímpios" (essa palavra me lembra as famosas aulas de "Religião"), nos fazendo esquecer que erramos às (a maioria das) vezes.


Entendo por orgulho algo como um tipo de calor despretensioso, porém sorrateiro, que me deixa feliz por ter realizado e/ou conquistado. Há também, aquela ferida provocada na alma por outrem (bom, essa palavra me lembra a Tati bêbada, chegando na nossa mesa outro dia: "Zeente, eu tou tão zuada que zentei naquela mesa ali ó, achando que era a noza e acabei bebendo zerveja de outrem!" - frase essa seguida de muita risada), enfim, a ferida que o outro provoca na nossa alma com uma árdua e sincera crítica, seja ela justa ou infundada, verbal, um olhar ou gestual. Há também, aquela sensação de injustiça quando esperávamos um crédito que não veio ou que veio como uma fração bem menor do estrondo que deveria causar. Existe um limiar pouco tangível entre essas ocasiões. É uma satisfação ilusória, uma sensação de preenchimento nula, uma muleta que, em vez de nos ajudar, nos impede de andar. A felicidade acaba se tornando tão cega que nos impede de seguir a trilha da evolução como deveríamos, pois aquela sensação gostosa nos dá a impressão de que nunca irá embora e que nos basta. Ledo engano. Há ainda, espaço para quando somos criticados e temos nosso ego ferido, uma sensação de pernas e braços doentes, pesados, nos impedindo de caminhar pela estrada do desenvolvimento do espírito.


Embora ache orgulho algo dúbio, difícil de ser debatido, talvez a maioria precise dele. Muitos não vêem o como algo negativo. Ontem, aprendi a ser feliz, só feliz, pelo que realizei, ainda que não tenha o resultado esperado. Aprendi também que embora não venha o reconhecimento, o mérito é meu sim, e também de todos para que contribuíram para alcançar o pódium. Mais do que isso, aprendi que os erros são meus também. Eu sei que todos já sabem isso, mas despido de qualquer empáfia, assumo que parei de repetir "eu já sei disso", assim como todos “já sabem”, e realmente aprendi.