terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Desconstruindo o amor segundo a ótica Lacaniana
quarta-feira, 2 de abril de 2008
sábado, 26 de janeiro de 2008
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Demofobia
Na entropia do encontrar, todo mundo sai, nunca se basta, nessa loucura de não perder. Cliché "sozinho na multidão", acompanhado do desespero, quando o importante é não o não perder, mas achar, de novo. Consegue se desligar, esquecer, tranquilizar e se isolar de si, sorri. Dança pra negar a demofobia inconscientemente desejada pra poder fugir, correr. Coisa do Capeta! E acho que nem assim, brincando com as palavras, consegue esquecer, pra poder se perder. E achar um novo você.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Fisica Quântica é mole!
Difícil é escrever sobre as mulheres. Ditadores de saia, ou de calças mesmo, só pra debochar do nosso desconforto. Formadoras de opinião, Corcéis ariscos capazes de arrastar um homem pra cama em menos de uma piscadela e de nos deixar grisalhos aos 23. Dragões míticos em pele de Angelinas, Marilyns, Elises, Giseles, Thaises. Seres surrealmente transcendentais. Da realidade e das faturas de cartão de crédito. Independentes, esnobes e carentes, instigantemente fascinantes e mesquinhamente detalhistas. Verdadeiros computadores capazes de perceber tudo ao redor de nós, presas. Meu Deus, por que as criaste? Todas, sem exceção. Esses predadores naturalmente superiores. E como se não bastassem os olhos de Lince, pra comer melhor – e elas comem. Aliás, são elas que comem, nunca nós homens. Devoram desde aos garotos de Leone até o mais macho dos Corleone. Única regra sem exceção. Não nos deixam em paz, mesmo em silêncio. Traiçoeiras, capazes de mudar todas a regras do jogo, justo entre um não-não e um não-sim. Queria entender... Nunca quis entender, sempre as quis ter! A todas. Sempre ouvi dizer que: se conhece a um homem, já sabe como todos são. E, ao conhecer todas as mulheres deste mundo saberei que, ao menos, foi um bom começo.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Thais
Seu sarcasmo, seus ataques de autodefesa, suas manias malditas, seus risos nervosos. Meus choros, meus desabafos, minhas surpresas fingidas, minhas verdades não ditas. Tudo o que vai, tudo o que vem, tudo o que foi, tudo o que poderia ter sido. Aquilo que vemos, aquilo que sentimos, aquilo que choramos, aquilo que engulimos. Você me consola, me escuta, me elogia e fala pelas minhas costas. Ah, eu sempre descubro! Sempre dou risada, concordo e aprendo com isso a te desafiar. Você me irrita, atiça meu complexo de inferioridade, me faz sentir menos homem. Eu te provoco de troco, te faço rir pra não chorar, te faço de santa e louco. Bebemos e inventamos línguas, lugares, pessoas e até Deuses. Ah, se não fosse o tecido, no qual você escapa dos meus socos e pontapés! E desce fazendo balé, olhando pra plebe que, leve, como você, te vê pousar. Ah, essa altura só quero, na sua testa, te beijar. Assim, querida irmã, amiga de infância que há pouco conheço, menina no versinho barato e mulher, nas situações menos sólidas: sempre te amo e contigo, sempre vou voar.
sábado, 18 de agosto de 2007
Ana Maria
Eu não sou bom em poesia, pro inferno com a métrica!
O lirismo é teu e o meu é a prosa.
Sou o caos, a dúvida, a discórdia.
Não pelo simples e vil prazer de ser
mas pela inocente volúpia autodestrutiva do consertar.
Vida assim tem sentido, soco faz sangue jorrar do nariz,
seguir quente entre os dentes e nos fazer sorrir,
perceber, cantar, dançar, chorar, dizer: estou VIVO!
Assim te sinto, mesmo que não te vejam.
Assim te amigo, mesmo que um dia morne.
É o amo, o perdôo, o importo, o sofro, o encontro!
Em ti me espelho, mesmo que não me dêem crédito.
Grato a Deus por tua amizade.
Seja o amor, a força, o Budha, a virgem, Alah, a Mariana.
E não me odeie por toda essa hipérbole e erros gramaticais
aos quais o sentimento imbuído nessa me obriga.
Por minhas mãos, rudes demais pra ninar a rima.
Não sou bom em poesia, o meu é a prosa.
Teu é meu amor de mãe pra filho,
inocente, menino aos cinco de idade,
escondido na barra da saia da minha amizade,
sorrido, sempre que toca "Crickets Sing For AnaMaria".
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Liliana
Se um dia te perguntarem se está sozinha, pense... Responda. Com todas as risadas, as besteiras, os "MEU!" que assustam o Cesão, dentro do carro, ou a Creste, na esquina. Com as minhas arianadas que rendem as melhores histórias, suas cancerianadas - mesmo sendo capricorniana, que fazem de você minha segunda mãe às vezes. Com as nossas filosofadas, nossas orgias gastronômicas. Se não entenderem, faça o mapa do circuito: Minha casa, Sua casa, Shopping, Lucy, Fátima, Cinemas, Fran's. Tanto no sentido do riso, quanto no sentido contrário. Conte das nossas curvas com "Saturday Night (All right for Fighting)" no talo. Das as cócegas que você nunca vai me fazer enquanto dirijo. Das revanches sobre os fracos, que aconteceram só com a força do nosso pensamento, mostrando pra todos que somos covardes ditadores, não temos vergonha disso e que conseguimos, sim, tudo o que queremos, sem mover um dedo sequer. Dos "Gafanhooooooooooooootos", dos pequenos barracos - que são seguidos pelas caras de "Que que fooooi?"... Das vinganças malignas - das planejadas e das executadas. Dos seus conselhos, dos seus pitos, dos meu conselhos, das minhas vontades de garoto mimado que você sempre faz. Dos seus "Fedôôôôôôô" e dos meus "Fidida"! Eles ainda não entenderam? Se continuarem insistindo que você se sente só, lembre-se das minhas ligações bêbado pra chorar. Ou, são, só pra eu te acordar e dizer que tou com dor de cabeça e perguntar se você tem remédio. Das suas ligações pra dizer nada quando eu atendo e adivinhar exatamente o que você precisa escutar: uma bronca e um "volta pra casa, agora"! Todas essas conexões que não fazem sentido pra eles, mas pelo nosso liame kármico estão andando de mãos dadas: o que eu sinto por você. O mais puro, inocente e forte dos amores. Daqueles simples, livres, desavergonhados, pentelhos, de irmãos que somos. Te amo!

